domingo, 2 de fevereiro de 2014

Lançamento de Fogo no Cerrado


Ele parecia hesitante.
— O que é, amor? — perguntou, esticando a sua mão e pegando a dele, os dedos se entrelaçando.
— Vai responder com sinceridade?
—Não, Franco, vou mentir adoidada. Fala logo, não estou ficando mais jovem, não, viu?
— Tem alguma chance de você se cansar de mim? Digo, a gente se vê todos os dias... Não quero que enjoe da minha cara, Nova.
Ela acendeu a luz do abajur, ergueu meio corpo e o encarou com o semblante curioso:
— Está de brincadeira, né?
Ele voltou o olhar preocupado para ela. Nenhum rastro de brincadeira nele.
— Que pergunta idiota, puta merda!
— Responde, Nova!
— Boa noite, Franco, nos vemos pela manhã. Pede para a Irene diminuir a quantidade de farinha láctea do leite da Paola, senão ela vai virar um barrilzinho...
— Nova?
— Caramba, Fran-co!
Sim, ele não iria sossegar.
— Olha pra mim, caubói, é impossível que eu me canse de um homem lindo, um pai maravilhoso e um marido de outro mundo.
Ele sorriu satisfeito com a resposta.
Vinte minutos de silêncio imerso na escuridão do quarto.
— Eu te amo.
Ela se virou para ele, fez um carinho no seu rosto e o beijou nos lábios. Deitou a cabeça no tórax largo, sentindo-se segura e em paz.
— E eu muito mais.
Quando imaginou que ele enfim tivesse adormecido, ouviu-o falar baixinho:
— Impossível. 







                              Divulgação do link de compra no dia do lançamento.